ASAS

Desenvolvi essa série pouco antes de quebrar o ombro.

 

Pois bem, a vida é mesmo pura poesia.

 

Elas nascem de um estudo de expressões, liberdade dos prazeres, pincéis, cordas e plataformas.

 

Penas foram usadas como pincéis para os papéis e palhas para os tecidos crus.

A acrílica foi em encontro nesse processo por me oferecer tons firmes.

 

Essas flores não nascem de uma pesquisa botânica, elas nascem da pesquisa sobre as nuances  do prazer e da busca pela liberdade.

Elas são movimento e catarse.


 

No tecido, a palha.

É ela quem traz os respingos e sensações plásticas as imagens. 

A sujeira, desgaste.


 

No papel, a pena.

É ela quem traz as nuances de tom sem cinza. Suas texturas falhas formam os degradês de preto. 

Ela traz o movimento.

 

No corpo, amarras

A pesquisa performática que propõe trazer pro consciente aspectos silenciosos da sexualidade. 

A anarquia dos hábitos.


 

Essa é a primeira série onde exploro plataformas além da pele.

 

O formato das peças em algodão cru e as pinceladas são um agradecimento às práticas e estéticas de matrizes orientais exploradas nesse projeto. 

Cais do porto atracado, atada.

Não são físicas as cordas que podam as asas.

Falo de éticas, céticas, ralas..

Agonias de uma vida castra.

Deslocamos os hábitos em conexão além eixo.

Grito calada, anarquia somática.

Penas agudas e afiadas.

PEÇAS

TECIDO

(Peças desenvolvidas em acrílica no algodão cru em formato kakemono, tamanhos variados)

 TATUAGENS

(Peças desenvolvidas com penas em acrílica no papel apergaminhado 100g, 40x30cm)

TELAS