declaração

Faço imagens em flores e pinceladas, em corpos e outras plataformas.

Minha arte expressa a busca pela liberdade e os movimentos cíclicos, pesquisa no ancestral a sabedoria para reelaborar formatos no nosso tempo. 

 

Crio para corpos. Para olhos. Para seres sensíveis. 

Crios armaduras e adornos, janelas de sentidos.

Considero curvas, movimentos e contrastes.

 

Pesquiso os ciclos, os movimentos dos caminhos de liberdade, o resgate do belo cru da natureza e sua beleza voluptuosa, plena, calma e firme.

A conexão com os sentidos, sem pena ou ênfase. 

Do nascer a morte, da dor a transcendência.

A cabeça e o rabo do oroboro. 

 

Minha inspiração vem do silêncio e de caos.

De tudo que os envolve.

Da harmonia sutil das pétalas à brutalidade firme das pedras. 

Vem do doce do sangue e da imprevisibilidade dos ventos. 

 

Procuro desenvolver uma estética sensível, minimalista, moderna e quente.

 

Faço da minha pesquisa para personagens nossos que despedimos e vemos nascer. Afirmação do grito silencioso e somático dos partos e do descascar das vestes dos hábitos.

 

Minhas principais inspirações vem do Sumi-ê, Wabi-sabi, minimalismo e arquitetura moderna.

 

Busco na ancestralidade indígena brasileira e africana os encaixes anatômicos, formatos, a performance e compreensão sobre energia envolvidas.

 

Estão presentes em meus trabalhos materiais simples, como os papeis officio, canson, algodão cru, nanquim, grafite e objetos naturais como pincéis. 

 

Além dos corpos e materiais específicos da tatuagem.