O PRIMEIRO BRAÇO

Me pego sempre segurando nas bordas.

E vejo isso se repetir ao meu redor. 

Que dificuldade essa de deixarmos ir...

 

As correntezas de cada ser,

desaguam umas nas outras.

atravessam. 

 

Encontros de rios com mar.


Nada detém o curso da vida. 

Acasos, esbarros.

Seja qual for o fluxo, rumo a incerteza.

Nada é fixo ou permanente. 

Tudo vai. 

Morre e nasce.

 

Nossos personagens de nós, se reconstroem a cada manhã,

Nossas células, ideias, amores, olhares, cores, cheiros, sexo, paladares, cabelos...

E ainda assim...

Velcros corpos por esses corredores escuros de tecido...

Ganchos, apegos...

Choram nossas criança de nós...


Se faz vivo a partir dos ciclos.
Se os encontros são tão ricos. 


Provo, compasso.

Soltar o corpo e permitir sentir o prazer das ondas da incerteza.

Deixa a maré ninar os medos...

 

leva o corpo pra dançar. 


Soltar, 

pra que as almas desaguem.

Para que os acasos de manifestem.

Para que os "eus" se encontrem.

Para que possamos olhar com olhos mais abertos.

Mais nos olhos uns dos outros.

Crus e inteiros.


Mais de perto, 
Com mais amor. 


Obrigada a todas as trocas,
Mundo.
 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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