DUAS UMA CIDADE

20.12.2016

"Pra onde vc vai quando sair daqui?"

 

Pra onde tiver vento.

Aprender a sentir a direção dos ventos que sopram no cangote...

Talvez seja a parte mais difícil,

é quando é preciso confiar na vida.

É quando é preciso fechar os olhos.

 

É a inconstância do viver o agora

quando o agora muda de cidade,

sotaque,

cor, casa, sabor,

temperatura.

 

Mudam as casas

os vento de praia, de maresias

Ou vento de montanha,

que invandem as janelas das antigas casas de minas.

 

Os ventos que trazem o cheiro da saudade

De casa, de mãe, de amigo, dos amores...

E o cheiro do tudo que é novo, do que é lindo.
Do que é o mesmo, vestido de outro tempo.

 

Um novo mundo a cada dia,

um novo conto,

uma outra rotina.

 

Eu dormi em Minas, mas acordei no Rio.

As malas pesam, as rodas travam...

Danço desengonçada por aeroportos e rodoviárias,

desviando e observando daqueles que atravessam ou

caminham proutros lados.

Bagadem, passagem, cadeiras...

E a espera.

 

 

...

 

A conexão some.

Despedida, sente.

Janela eterna de paisagem.


Estradas calam

Ouvidos com zunidos

são algumas horas, 3h, 6h, 12horas eternas

de ouvir tudo aquilo que o corpo fala

mas se confundem com os ruídos das cidades.
E nem sempre conseguimos ouvir.

O caminho é silencio

é tudo é o nada.

Eu tudo, sou nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

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